A imagem e o desejo de consumo

Um mural online onde você pode organizar e compartilhar as imagens que encontrar pela web. Com um conceito um tanto ingênuo e simples, o Pinterest está atraindo as atenções de usuários e investidores. Lançado em março de 2010, já é a terceira rede social mais popular nos Estados Unidos, alcançando em fevereiro 104 milhões de visitas, atrás apenas do Facebook (7 bilhões) e do Twitter (182 milhões).

É fácil explicar as razões para esse crescimento: sua essência é compartilhar as coisas belas, gostosas e agradáveis da vida por meio de mecanismos simples. Moda, estilo de vida, fotografia, decoração, artes, gastronomia, arquitetura, música e alimentação são temas facilmente inseridos no seu mural ou compartilhados através de botões como “pins” e “curtir” em suas páginas.

A profusão de assuntos interessantes e de afinidades com as mulheres faz com que 70% da audiência do site seja feminina. Mas antes que alguns desavisados pensem que a rede não passa de uma plataforma simples para reunir o “clube da luluzinha” vale destacar que existem aí grandes oportunidades para marcas e empresas. Quem se adiantar e der atenção à sua mecânica pode sair na frente na criação de um diferencial para seus produtos.

Imagem é tudo na venda de um produto e na criação de desejo de consumo. De olho nesse potencial, empresas americanas estão utilizando o canal para expor e vender seus produtos, algo como uma “loja virtual” que direciona os acessos para seus respectivos sites. Uma pesquisa feita pelo PriceGrabber, com 4.851 consumidores online norte-americanos, entre 13 e 26 de março deste ano, mostrou que o Pinterest não apenas tem gerado tráfego de referência para varejistas online como também tem influenciado na decisão de compra: 21% dos usuários da rede social já compraram um produto que conheceram por meio das imagens compartilhadas. Entre os produtos mais adquiridos, 33% estão relacionados a alimentos e cozinha, 32% à moda e vestuário, 30% à casa e decoração, e 26% a artes.

No Pinterest, as empresas podem ir além da divulgação de produtos e transformar esta ferramenta em mais do que mais um “portfólio virtual”. É possível aproveitar esta plataforma para organizar os conceitos que a marca pretende transmitir, apresentando-os ao usuário de forma mais sutil. Coca-Cola e Red Bull são exemplos de marcas que sabem bem como usar essa plataforma. As empresas postam imagens que representam um modo de vida associado a estes produtos, sem necessariamente mostrar as marcas de forma agressiva. Nesse sentido, os “pins” estão abrindo uma nova interação entre marca e usuário onde, sem perder o foco no seu produto ou serviço, as empresas estão se voltando para todo um comportamento a eles relacionado.

Com uma mecânica de compartilhamento simples e intuitiva, o Pinterest pode ser mais uma ferramenta de geração de tráfego para o site, além de um aliado competitivo, pois é possível acompanhar o que está sendo postado pelos concorrentes. Num mundo cada vez mais conectado, onde os desejos são gerados em minutos e a necessidade de compartilhá-los precisa acontecer em segundos, aproveitar esse ímpeto para as vendas é essencial ;)
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